Juras

Tu juras juras eternas,
Juras juras sem sentido,
Juras juras impossíveis,
Juras como romântico,
Porém ages como racionalista,
E no palco dizes pensar como modernista.

Portanto, não o faças,
Não jures que não me esqueces,
Não jure que não mentes,
Não jures que voltarás sempre;
Sei que esquecerás como as outras,
Que mentes tão naturalmente quanto dizes a verdade,
E que quando fores, não retornarás.

Eu, porém,
Não juro não chorar de saudade,
Mas não juro praguejar do teu sumiço;
Não juro te esquecer,
Mas não juro não embriagar esta dor;
Não juro não suspirar quando vieres por mim,
Mas não juro não cuspir o chão que pisaste.

Por tudo que se foi,
Tudo que juraste,
Só resta uma verdade:
Tudo se move.

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