Soneto da Saudade

Mas que infinita dor que invade a alma!
Louca, cega, tão tola e inevitável.
Capaz de me tirar o sono e a calma,
Grandiosa, falta que é incomparável.

Falo tanto que posso esquecer fácil
Nas corridas, nas massas, nos respiros,
De tanto amor que longe é tão difícil
Que agora restou somente em suspiros.

Sentimento que sofre, mas acalma,
Que vem de uma espera longa, infindável;
Não há palavras, somente as da alma.

Pois antes de um estado deplorável,
Há o sentimento que traduz a calma,
Aquele amor que tornou lamentável.

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