Amor eterno

Queria saber se existe amor eterno,

Porque me falaram que isso não passa de fantasia,

Que nada subsiste sozinho,

Que o tempo sara o que está em carne.

Mas nada tenho descoberto ser assim,

Pelo contrário, vejo que o tempo é um exímio palco

De tudo que vem e não vai,

Dos dissimulados atos do ser;

Não só palco, mas é plateia,

Que ri dos desgraçados mesmos,

Que simula lamento envolvente

De dia nublado ou no luar noturno.

Queria saber se existe amor eterno,

Pois se tantos dizem que não,

Pode ser que tantos não o saibam

E na loucura de serem sãos

Perdem o que é a mais pura vida.

Por outro lado, se sou exceção,

Digo que é a mutação mais desamparada e repleta,

Onde se conhece tudo o que é ser em apenas quatro letras:

Leia-se, amor ou ódio.

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