Quando nossas testas se tocaram

Se bem que nunca as coisas são como esperamos,
As pessoas que vemos – bem, não se pode ver dentro delas –
E nem adivinhar como elas mudam, ou mesmo nós também.
Tampouco me importam aqui rimas e métrica, quando eu só queria dizer o que senti.

Porque é que vivemos com tanta gente em banho maria?
E como que olhamos para todo mundo como coadjuvante,
E nos sentimos estrelas do nosso próprio espetáculo,
Sem dar conta que somos o reverso do ponto de vista do outro?

Aí acontece de vir um momento de solidão a dois,
Vendo-se obrigados a consolar-se pelo acaso que os trouxe ali,
E num silêncio de vozes e diários da vida abertos,
Aquilo de que falávamos se tornara realidade – e meu maior medo era que fosse como um todo, inclusive os problemas.

O ponto chave pode até ter sido o abraço, ou um deles,
Mas posso me lembrar de um auge:
Quando numa pausa de falas nossas testas se tocaram,
E de repente meu maior medo passou a ser esse,
Que fosse você o próximo a ocupar as linhas dessa poesia.

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