Soneto para minha bisavó

Doce anjo que agora dorme,
Teus meigos olhos se fecharam,
Tuas simples mãos se juntaram
Numa imóvel oração desforme.

Linda flor que ainda sublime,
Mesmo quando suas pétalas murcharam,
E as folhas, perdendo o brilho, caíram,
E o céu aguarda que se transforme.

Tenra luz que suave brilha
Subiu em flocos luminosos,
Sorrisos em lágrimas sob o céu ladrilha.

Meiga, seus atos sonhos e desejosos,
Em todo tempo confiou a Deus a manilha,
Acabou em paz, deixando-nos saudasos.


Escrito em memória da minha bisavó Noemia, durante duas semanas após seu falecimento, cuja data foi 14 de agosto de 2014, exatamente dois dias antes de seu aniversário de 92 anos. A imagem parece não ter nada a ver com o texto, mas eu é um lugar que me transmite paz e perfeição – para mim, uma paz que ela tinha, e a perfeição do Deus no qual ela cria e eu também creio.

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