Um breve comentário sobre ética

Esse texto foi um relatório de uma matéria de ética na faculdade. Foi feita à partir do texto de Renato Janine Ribeiro “Ser ético, ser herói”, disponível no link http://renatojanine.pro.br/etica/heroi.html .

Talvez a questão da ética na sociedade esteja em um dos momentos mais críticos e crescentes na história. São vários vieses. De um lado, assistimos à descrença da ética na justiça, sendo que talvez fosse o campo de onde mais esperaríamos atitudes corretas – nossos representantes executivos, legislativos e judiciários. Espera-se ética também na justiça social, no lidar cotidianamente com o ser humano, que nem sempre age de formas respeitáveis. Porém, mesmo de nossos reguladores sociais – policiais, seguranças etc – há dúvidas sobre os procedimentos que eles tomarão e sobre sua cumplicidade com o crime (convenhamos que qualquer atitude que infrinja alguma lei ou direito é um crime). Por fim, chegamos a um ponto da sociedade em que o que se espera o pior do ser humano e, portanto, olhamos para o outro com olhos julgadores.

Por outro lado, temos o ponto de vista social, bastante conturbada nas questões humanitárias e de grupos sociais. Por exemplo, como fica a relação da ética com o aborto, a eutanásia, as pesquisas com células tronco e a manipulação genética? O que a ética diz sobre a justiça própria e a auto defesa? E quanto às minorias – aliás, se são tantas pessoas, como podem ser minorias? – quando falamos de homossexuais, existe algum código de ética sobre o comportamento e sobre o matrimônio e a constituição familiar? A aplicação de cotas raciais ou étnicas tem relação com a ética, bem como as cotas sociais, de escolas públicas e classes sociais? Como medimos a ética no trabalho, tanto em detalhes como resolver coisas pessoais em ambiente de trabalho, como em situações mais sérias no tocante a lidar com superiores? E as manifestações, até que ponto as atitudes fazem jus ao propósito? E o que dizer do mundo das propagandas, das mídias e das mensagens e conteúdos de filmes, novelas e séries?

Provavelmente, para nenhuma dessas perguntas haverá respostas definidas, mas serão decorridos debates, discussões, protestos – até atitudes agressivas – que muito possivelmente seriam também passíveis da própria discussão de ética, uma certa metalinguística do assunto. Deixando de lado essas grandes questões e causas – não que não valha a pena lutar por elas, mas, sejamos realistas, muitas delas tem atravessado séculos e continuarão a orbitar no relativismo – podemos navegar pela parte mais próxima de nós, as coisas mais simples da ética, como escreve Renato Janine no referido texto. Hoje em dia, associa-se ética com heroísmo: num mundo onde todos não presta, eu sou herói por ser alguém diferente dos demais; sou uma pessoa decente e correta. Todos querem ser heróis, ninguém quer ser culpado pelo desastre que é a sociedade. Lutemos, pois pela dignidade humana, por sermos heróis para alguém, por não permitirmos que a leis (vide caso do homem que morreu na França porque o último que tocasse nele seria responsável pela sua vida, sendo que bastava um simples remédio) padrões éticos e tradicionalismos nos impeça de sermos pessoas decentes e humanas.

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