Um soneto só meu

Que esse soneto seja um desabafo só meu,

Que talvez a carapuça não sirva em mais ninguém,

Que seja a expressão do que estou sentindo

E que alguém se compadeça e compartilhe.

 

Que no fim dessa etapa de vida

Eu tenha sabedoria para discernir

O que realmente importa

E o que pode deixar passar.

 

Que nessa falta de métrica e sonoridade

Eu consiga dar o grito de tudo que sinto,

De tudo que eu esperaria consertar depois,

 

Mas não haverá uma próxima vez,

E chegando a esse término tanto percebo

Que queria recomeçar e fazer melhor.

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