O abraço 

​Disseram que podiam me conhecer bem pelos meus abraços.

Os sentimentos são transmitidos numa energia tal

Que sai do coração e caminha pelo sangue,

Ficando presos às terminações nervosas da pele,

E quando fechamos os braços ao redor de alguém

– Chamam a isso de abraço –

Os sentimentos escapam como que eletricamente 

Para o campo magnético que é o outro a quem se toca.

Engana-se quem acha que isso é tão facilmente compreensível,

Pois que há vários tipos de abraço para cada coisa e situação.

Há aqueles abraços frios cotidianos que chegam a dar desgosto,

Enquanto há aqueles que são capazes de dizer bem mais que palavras.

Mas o que importa é que se pode talvez mentir nos abraços,

Tentar se engessar para que nada saibam e nada percebam.

Porém mais comumente o erro é o oposto,

Sem querer eu erro o abraço e lhe transmito mais que gostaria,

E o que deveria ser causal e objetivo,

Carrega-se de uma subjetividade e lhe conta o que está lá dentro,

De onde apenas o toque mais espontâneo é capaz de traduzir

O que na mente é encoberto de densas névoas do segredo.

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