O paradoxo do ser no mundo

No limitado espaço do ser
Carrego em mim o sentimento do mundo;
É sobre aquietar-se com as inquietações
E irromper todos os silêncios encontrados,
É sobre esvaziar-se de tudo que lhe preenche
E re-tornar-se um lugar aberto,
É sobre ser no mundo
E tentar encontrar-se
Na eterna busca por fixar-se,
À medida que se desvanece
Tenta se corporizar na liquidez
E se reconstruir cotidianamente.

A abertura do ser

Entre o tudo e o nada muito em comum há,
O longo percurso de um a outro começa e termina no mesmo ponto
É um túnel no espaço-tempo questionando a realidade.

O nada nos oprime e nos liberta;
O tudo nos ilude e nos mantém;
Unem-se na indeterminação que é o viver.

A temporalidade do existir nos assombra,
O tempo gasto para determinar definições
Ignora a arte que há no desocultar o indefinido que é o ser.