Counting Stars

I’m counting the stars since that day

I notticed life is so bigger than me.

 

Look out for the stars

See how they shine as it’s forever.

But know that even stars die

And we still see their light.

 

I’m counting the stars trying to find out

How much is left to be known.

 

Look up at the stars

See what’s the distance 

Between our dreams and the sky,

How strong we have to believe.

 

But i’m still counting the stars thinking

I’ll always remember you.

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Como lidar com o saudosismo

São sentimentos presos nos corredores,

Dos dias transitados numa rotina

Que se passou tão repetidamente

Rápida, que de repente já não era.

 

É uma construção emocional presa nos prédios,

Moldada nos pedaços de concreto do ser,

Como se aquilo tivesse que ser eterno,

Deixando de lado a pluralidade.

 

E chega um novo tempo em que não

Importa o que se fez ou foi feito,

Que a vida obriga à nova existência.

 

Mas quão difícil é a aceitação de que

Tempo que é tempo passa e nós,

Que somos, ficamos, somos e existimos.

 

Texto sobre tempo.

Paz com as palavras

Mas que triste o dia,
Aquela hora ingrata,
Em que você procura
Em vão – não encontra –
As palavras corretas,
Mesmo as erradas,
Qualquer sequência
de emoções expostas,
Com ou sem ritmo,
Ou lógica, ou sentido sequer.
Não conseguir por pra fora
Toda essa angústia vocabular,
Essa náusea linguística,
Para tentar viver em
Paz com as palavras.
image

 

 

 

 

(Imagem: blog Crônicas da vida offline)

Sem caderninho, sem precedentes

(sobre um recesso de outubro em que não levei nem agenda, nem bloco de notas)

Saí de casa.

Olhei um novo horizonte, um mesmo que eu já conhecesse,

Mas se fosse toda vez igual eu saberia como terminaria

E não teria graça.

A verdade é que uma vida programada, não a é.

Bom mesmo é sair com somente o coração e a mente.

Coração pra sentir, mente pra refletir o coração.

Levo sempre comigo um caderninho.

Escrevo tudo que vejo e tudo que sinto, até que

O que acontece supera o que pode ser contado.

Me frustro sempre que vejo que perdi histórias incríveis,

Poderiam vários saber que existe vida fora de Marte,

Que não é preciso uma lua para sonhar.

Mas aprendi que há histórias para serem contadas

Somente ao coração.

What i wish you knew

I wish you knew how
When you smile at me
All I can do is smile back

Makes me feel like hugging you,
And when you do that,
I feel like holding you,
And not letting you go.

When you get my hand
Before saying good bye
I look in your eyes and wish
That i’d really say, I might be
In love with you,

So please don’t hurry away,
Give us some time,
And maybe you’ll see it
Just as I did, that we are
In some way meant to be.
That’s what my heart says today.

Perder pessoas

Por tão pouco perdemos as pessoas.
A cada dia um pedacinho,
De nós e dos outros
Porque quando negamos alguém,
Negamos o ser, o humano,
Nos perdemos de nós também.

Sumimos da vida de quem não queremos,
Deixamos a vida acontecer somente
Para que tenhamos algo para culpar
Que não seja nós mesmos.

Estamos tão acostumados a perder pessoas,
Já superamos rápido, ou acostumamos com a dor,
E achamos normal viver faltando partes de nós.

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  • fotografia do Blog https://ingaphotography.wordpress.com/2014/01/07/dead-flowers/

Trailer de cinema

A falta que você me faz
Eu queria que fosse dos romances,
Clichês em que tudo dá errado o tempo todo,
E no fim, sem nexo algum, os dois se encontram.
A falta que você me faz,
Queria que fosse das comédias românticas,
Toscamente engraçadas,
Quando o par era a cereja do bolo pra deixar tudo perfeito.
A falta que você me faz
Queria que fosse de romances adolescentes,
Quando de tão idiota é trágico,
Mas no fim tudo se resolve com um beijo.
A falta que você me faz
Queria que estivesse no drama,
Que pelo menos todos chorassem e se compadecessem da dor.
A falta que você me faz
Queria que fosse dos musicais,
Para que cantando eu expressasse tudo que eu sinto.
A falta que você me faz
Queria que fosse só o trailer,
E que eu pudesse logo ver o filme e saber o que vem pela frente.

Todo o drama

Essa dor que sinto vem lá do fundo,
É uma expressão de toda a decepção,
De toda a amargura que ficou ali entalada.
É uma expansão do meu coração quebrado,
Dos bombeamentos tristonhos.
Em um sorriso discreto escondo tudo isso,
E vivo cada dia esperando que
Em chegar ao fim eu encontre aquilo que perdi –
Talvez um grande amor,
Talvez a alegria de viver,
Mas queria mesmo que fosse a dignidade,
Depois de ter mendigado assim tanta atenção.